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Ácido Propiônico

28/02/2021

Ácido Propiônico

Descrito pela primeira vez por Johann Gottlieb em 1844, o ácido propanóico, também conhecido como propiônico, se tornou um dos aditivos amplamente usados em alimentos processados para consumo humano e rações animais.

O ácido propiônico é usado principalmente como conservante em alimentos e como conservante de ração e milho para rações animais. De forma semelhante, devido às suas propriedades antimicrobianas, vem sendo estudado como uma possível alternativa aos antibióticos promotores de crescimento, porém sem bons resultados. O ácido propiônico também é utilizado como intermediário químico, principalmente na síntese de polímeros.

É um ácido graxo de cadeia curta – AGCC ou Ác. Graxo Volátil – AGV que se apresenta no estado natural, como um dos produtos da digestão da celulose pelas bactérias que residem no rúmen dos animais herbívoros. A fermentação do material vegetal ingerido no rúmen é um processo anaeróbico que converte os carboidratos celulósicos em ácidos graxos de cadeia curta (ácido acético, ácido propiônico e butírico, principalmente).

A atividade depende do pH na substância a ser preservada, sendo a forma não dissociada a mais ativa (11 a 45 vezes mais do que a dissociada). Apresentam idêntica eficácia contra os microrganismos e são bastante eficazes contra bolores, porém têm pouca ação contra a maioria das bactérias e não apresentam efeito contra as leveduras, nas quantidades recomendadas para uso em alimentos.

Os propionatos são bastante usados na indústria de panificação devido a sua pouca atuação contra os fermentos biológicos. Normalmente, usa-se o propionato de cálcio nos produtos salgados e o propionato de sódio nos produtos doces. Não mostram nenhuma toxicidade aguda nem sub-crônica, porém foram temporariamente interditados na Alemanha e na Áustria como conservantes alimentícios, antes de serem readmitidos em função das Diretivas Européias. A dosagem de ácido propiônico recomendada não é fixada. Não existe limite de concentração nestes produtos e deve-se então obedecer às BPF’s; as concentrações são normalmente menores que 0,4%.

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