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Concentrado Proteico de Soja, uma análise mais aprofundada.

O concentrado proteico de soja é produzido a partir do farelo desengordurado por um processo de extração de carboidratos solúveis através da lavagem dos flocos com uma solução álcool-água (Álcool hidratado). Este método reduz a concentração de açúcar e outros componentes, aumentando proporcionalmente a quantidade de Proteína Bruta – PB com base na matéria seca.

A principio grande parte da literatura está ligada ao uso do concentrado proteico de soja na nutrição de peixes e camarões, mas já é possível observar uma grande quantidade de trabalhos com aplicação em suínos, principalmente no desmame de leitões, período extremamente importante devido o estresse social, separação da mãe, e a drástica alteração na dieta, comprometendo a saúde intestinal, sistema imune, e todas as demais fases seguintes, diminuindo desempenho.

Nesse sentido, trabalhos feitos com suínos apresentam bons resultados, o que se deve possivelmente as menores quantidades de fatores alergênicos que ocasionam lesões no tecido epitelial do intestino, afetando a altura e profundidade das vilosidades e suas criptas, além de um melhor perfil de aminoácidos se comparado aos demais farelos. A prevenção de lesões no tecido epitelial do intestino dos leitões reduz as chances de coccidiose, enfermidade de grande importância para a produção animal.

Considerando esse contexto, com a busca por maior lucro na produção, o uso do concentrado proteico de soja reduz a margem de custo para o produtor quando incluído como substituto as farinhas de peixe ou farinha de vísceras, carnes e ossos, já que o custo é menor, e há uma menor variação na sua composição quando comparado aos citados, o que facilita a formulação.

Análise

Segundo Rostagno (2017) o SPC possui cerca de 91,1% MS, 62,7% PB, 3,03% FB, 11,8% FDN, 6,36% FDA, 2,18% K, 0,27% P disponível.

Em experimento realizado por Rezende et al. (2013) com 6 suínos machos, castrados na fase de creche, com inclusão de 0, 3, 6 e 9% de SPC, não foi observado diferenças estatísticas nas variáveis de desempenho. Porém, observou-se que com a inclusão de 6% houve uma maior altura de vilos, e maior relação de altura de vilosidade: profundidade de cripta dos leitões, melhorando assim a área de absorção dos nutrientes.

Ainda sobre a saúde das vilosidades, Endres (1996 ), citado por Bellaver (1999), apresenta a relação da anti-alergenicidade do concentrado proteico de soja com manutenção da integridade das vilosidades intestinais de leitões na tabela a seguir.

 

Sendo assim, podemos concluir que a inclusão do concentrado proteico de soja, nas dietas iniciais de suínos recém desmamados, é uma alternativa aos farelos convencionais com maior teor de carboidratos e proteínas alergênicas, induzindo a uma maior altura e relação vilosidade – cripta.

Referências Bibliográficas

RESENDE, M. Q. et al. AVALIAÇÃO DO CONCENTRADO PROTEÍCO DE SOJA (CPS) EM DIETAS PARA SUÍNOS. Relatório Final – Universidade Federal de Goiás – UFG, Goiânia, 2013.

 

BELLAVER, C. & JR, P. N. S. PROCESSAMENTO DA SOJA E SUAS IMPLICAÇÕES NA ALIMENTAÇÃO DE SUÍNOS E AVES. Embrapa Suínos e Aves, Concórdia, 1999.

 

SANTO, N. G. E. PROCESSAMENTO DA SOJA E SUAS IMPLICAÇÕES NA ALIMENTAÇÃO DE SUÍNOS E AVES. Dissertação da Pós – graduação em Aquicultura. Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC, Florianópolis, 2015.

 

GLÓRIA, M. M. OBTENÇÃO E CARACTERIZAÇÃO DE CONCENTRADO E ISOLADO PROTEICO DE TORTA  DE CASTANHA-DO-PARÁ. Dissertação de mestrado. Universidade de São Paulo – USP, Piracicaba, 1996.