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Vitamina D (Ergocalciferol e Colecalciferol): Importância na pecuária leiteira

02/06/2021

Vitamina D (Ergocalciferol e Colecalciferol): Importância na pecuária leiteira

A vitamina D pertence ao grupo das vitaminas lipossolúveis, e muitos a considera um hormônio devido as funções exercidas.

Seu principal papel está ligado a homeostase do Cálcio, mas age também no sistema imune, diferenciação celular e proliferação celular.

Em primeiro lugar, essa vitamina/hormônio pode ser encontrada em plantas/fungos, sob o nome de ergocalciferol, e denominada como vitamina D2. E baseada em animais chamada de colecalciferol, conhecida como vitamina D3. Os animas podem adquirir a vitamina D de varias maneiras, consumindo forrageiras que possuem ergocalciferol, exposição a luz solar, rações e injeções.

Todavia, colecalciferol (D3) é a forma utilizada na suplementação animal. A sua obtenção através da exposição solar se dá, quando o precursor 7 – dehidrocolesterol é irradiado com luz UVB e é convertida em colecalciferol. No entanto, mesmo os animais produzindo sua própria vitamina D, não é difícil ver animais com deficiência da mesma. E isso pode ser mais notável em regiões onde há grandes variações de fotoperíodo, caso das regiões polares e temperadas. Com exposição prolongada a UVB previtamina D3 é sujeita a fotodegradação em substâncias inativas.

Após a absorção intestinal e a síntese na pele, as vitaminas D2 e D3 são transportadas para o fígado, onde são hidroxiladas pela primeira vez para formar 25-hidroxivitamina D (25-OHD) / calcidiol. A segunda hidroxilação (por 1α-hidroxilase) ocorre nos túbulos proximais dos rins para formar uma forma ativa de vitamina D chamada calcitriol / 1,25-dihidroxivitamina D (1,25- (OH) 2 D). Essa segunda hidroxilação também ocorre em outros tecidos como ósseo, placenta, próstata, macrófagos, linfócitos e células do cólon.

O calcitriol tem funções importantes no aumento de Ca circulante como:
  • Regulação positiva da absorção intestinal;
  • Formação e ativação de osteoclastos;
  • Reabsorção de Ca nos túbulos distais dos rins.

Sob o mesmo ponto de vista, vit D ainda tem papel imunológico. O calcitriol aumenta a fagocitose e secreção de H2O2, importantes na atividade microbicida e tumoricida dos macrófagos. Além disso, reduz a produção de citocinas pró-inflamatórias, fator de necrose tumoral – alfa e produção de anti-inflamatórios.

A suplementação da D3 ajuda na prevenção de algumas doenças de forma direta e indireta, caso da hipocalcemia, também chamada de febre do leite. As doses da vitamina que previnem a febre do leite são muito próximas as doses que podem ocasionar calcificação.

Sendo assim, previna-se outras doenças, por exemplo :

  • Metrite;
  • Mastite;
  • Cetose;
  • Retenção de placenta;
  • Prolapso uterino;
  • Deslocamento do abomaso.

Em suma, a vitamina D tem muitas funções no organismo, desde a homeostase do cálcio até a modulação do sistema imunológico. Igualmente, promove a função imunológica inata e adaptativa ideal, o que melhora as defesas das vacas contra infecções. As vacas secretam uma grande quantidade de Ca no leite no início da lactação, o que leva à osteoporose lactacional. Portanto, é importante que elas reponham suas reservas ósseas no meio e no final da lactação, o que é auxiliado pela suplementação de vitamina D. Pois, a má saúde do esqueleto ou a incapacidade de repor suas reservas de Ca deixa as vacas mais vulneráveis ​​à hipocalcemia subclínica, o que resulta em maior suscetibilidade a infecções e outras doenças associadas. Por fim, estes promovem o uso de antimicrobianos que podem deixar resíduos no leite e derivados se não administrados corretamente.

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