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Probióticos – O que é, e quais benefícios?

28/07/2021

Probióticos – O que é, e quais benefícios?

Já abordamos de forma superficial os problemas relacionados ao uso de antibióticos como promotores de crescimento. Consequentemente, falamos um pouco sobre possíveis alternativas como blends de ácidos orgânicos com taninos e óleos essenciais, prebióticos, probióticos, ácidos orgânicos e outros compostos fitogênicos.

Probióticos são microrganismos vivos, administrados em quantidades adequadas e que trazem benefícios ao hospedeiro via equilíbrio da microbiota intestinal, por controle de microrganismos patogênicos. De forma simplista, para ser considerado probiótico, os microrganismos devem fazer parte normal da microbiota, sobreviver e colonizar rapidamente o intestino, sobreviver as enzimas digestivas, serem antagônicos aos patogênicos, não ser toxico e ser estável e viável para transporte e comercialização.

Entre as bactérias mais comumente utilizadas para o preparo do probiótico estão: Lactobacillus bulgaricus, Lactobacillus acidophilus, Lactobacillus casei, Lactobacillus lactis, Lactobacillus salivarius, Lactobacillus plantarum, Lactobacillus reuteri, Lactobacillus johnsonii, Streptococcus thermophilus, Enterococcus faecium, Enterococcus faecalis, Bifidobacterium spp., Bacillus subtilis e Bacillus toyoi.

Alguns modos de ação dos probióticos:

Exclusão competitiva:

Os microrganismos benéficos pela maior quantidade por área, se aderem a uma maior quantidade de sítios de ligação no intestino, impedindo a ligação de bactérias patogênicas. Devido a maior concentração, eles também têm vantagens na competição por nutrientes importantes para a sobrevivência e reprodução, inibindo assim a alta proliferação dos patógenos.

Antagonismo direto:

Salmonella e E. colli podem ser inibidos por bactérias lácteas através da produção de ácidos orgânicos e acidificação do meio.

Estimulo ao sistema imunológico:

Lactobacillus e Bifidobacterium estão relacionados com a ativação de macrófagos, proliferação de células T e interferom. Além da formação da mucina, camada de glicoproteína lubrificada que protege o epitélio intestinal.

Resultados Técnicos:

Martins (2018), concluiu, que o probiótico destaca-se como importante alternativa ao uso de antibióticos para controle de Salmonella Heidelberg em frangos e corte, pois houve redução da contaminação no conteúdo cecal e em suabe de cloaca, sendo que a administração via Spray (borrifadores de gotas) se mostrou mais efetiva. O mesmo ainda concluiu que o probiótico melhora a integridade da mucosa entérica de fragos em diferentes idades.

Huaynate et al. (2005), em experimento com suínos, concluíram, que a inclusão de probióticos em dietas de suínos, reduziram a incidência de diarreias em leitões, e melhorou o consumo e a digestibilidade das rações.

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Referências:

HUAYNATE, R.A.R. et al. Uso de probiótico em dietas de suínos: incidência de diarréia, desempenho zootécnico e digestibilidade de rações. Braz. J. vet. Res. anim. Sci., São Paulo, v. 43, n. 5, p. 664-673, 2006. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/bjvras/article/view/26576/28359.

MARTINS, B.B. Probiótico administrado em embriões e pintos de frangos de corte na redução da colonização por Salmonella heidelberg e integridade entérica. Tese de doutorado. UNESP, Botucatu – SP, 2018. Disponível em: <http://hdl.handle.net/11449/158308>.

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