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Antibióticos na Produção animal?

14/04/2021

Antibióticos na Produção animal?

Com a crise do novo corona vírus (SARS-CoV-2), os olhos do mundo se voltaram novamente para a produção animal. Tendo chamado as atenções para questões sanitárias. E isso devido o fato de, produções convencionais serem polos de futuras epidemias.

O uso de antibióticos e outros medicamentos, são essenciais para a saúde animal, bem-estar e produtividade, além de assegurar a saúde dos humanos. No entanto, há uma nuvem de preocupação global que cresce de forma perene, devido as resistências de microrganismos patogênicos aos antimicrobianos. Em ambientes naturais os microrganismos se adaptam e criam resistência de forma espontânea para resistir a adversidades impostas. Mas, o uso, principalmente de antibióticos, acelera de forma desconhecida a resistência desses patógenos a diversos grupos químicos e princípios ativos.

Todavia, os antibióticos são utilizados para preservar a saúde humana e animal. Além dos usos clínicos, eles são utilizados como promotores de crescimento há mais de 70 anos em culturas de frangos e suínos. Nesse contexto, são utilizadas doses subterapêuticas, agindo apenas como um equilibrador da microbiota, restringindo alguns grupos de possíveis patógenos, assim dando vantagens aos grupos benéficos.

Nesse panorama, com surgimento das superbactérias, epidemias e pandemias, o consumidor está mais atento e exigente com a qualidade e processos produtivos dos alimentos. Desta forma, o apreço pelo consumo saudável e sustentável e crescente. E a produção livre de antibióticos cresce, atendendo as demandas e aos avanços das exigências regulatórias.

Em contrapartida, sabe-se que a produção sem algum modulador da microbiota inviabiliza principalmente a avicultura de corte. Logo, o uso de diferentes aditivos como alternativa vem sendo estudados.

Dentre vários podemos citar:

  • Ácidos orgânicos;
  • Probióticos;
  • Prebióticos;
  • Simbióticos;
  • Fitogênicos;
  • Blends.

A utilização dos ácidos orgânicos promove ativação enzimática, controle de bactérias por alterações no pH intestinal e melhora na produção de sais biliares. Os probióticos são organismos vivos que atuam de forma benéfica ao hospedeiro. Esses microrganismos benéficos se ligam a sítios na mucosa intestinal, “excluindo” bactérias patogênicas desses sítios. Os suplementos alimentares, prebióticos, beneficiam as bactérias salutares do intestino. Quando adicionado os probióticos e prebióticos juntos temos os simbióticos, que são os probióticos com um aparato maior a sobrevivência e adaptação. Os fitogênicos, compostos vegetais potencializadores adicionados a dieta podendo ser antibacteriano, antioxidantes, anti-inflamatórios e antivirais. Por último, os blends, estes são compostos por mais de um produto, podendo ser blend de diferentes fitogênicos, ácidos orgânicos e fitogênicos dentre outros.

Portanto, com essas alternativas podemos inferir que a produção animal sem antibióticos é viável, e já é o futuro. O Brasil como um gigante produtor de proteína de origem animal está atento e acompanhando a evolução dos mais exigentes mercados, como a União Europeia que, desde 2006 luta contra a produção animal sem antibióticos promotores de crescimento.

Balizados pela sustentabilidade e uma produção mais segura, nós da OPTA, possuímos em nosso portfólio aditivos zootécnicos, ácidos orgânicos, enzimas e ingredientes alinhados a atender os grandes desafios, assim como robusta estratégia nutricional de melhora de TGI. Para mais informações contate-nos.

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